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A tradução de «ningunear»

Encontrámos este surpreendente verbo espanhol («ningunear») recentemente num jornal, quando recolhíamos dados linguísticos com importância para trabalhos de tradução. Formado a partir do pronome «ninguno», o verbo «ningunear» demonstra a criatividade linguística dos espanhóis. Significa que alguém trata uma pessoa como se esta fosse ninguém, menosprezando-a, ignorando-a, não a tomando em consideração. É, na verdade, […]

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A realidade dos pokemón GO

Com a febre do Pokémon Go, ou dos pokemongos, como prefere Ricardo Araújo Pereira, saltou para as notícias e escritos diversos uma expressão que me tem intrigado, na relação com o que pretende designar. Refiro-me à expressão «realidade aumentada», que, à letra, deveria referir uma realidade tornada maior, por «extensão, volume, quantidade, intensidade, grau etc.» (estou […]

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Geringonça

O vocabulário político português dos últimos meses viu-se inesperadamente aumentado de uma palavra que ninguém imaginava poder vir a pertencer-lhe: «geringonça». Mas tanto numa tradução quanto numa revisão devemos ter sempre presente o âmbito semântico de cada palavra, pelo que decidimos investigar a origem e as transformações desta, bem como a correspondente carga de sentidos […]

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A revisão de «normalmente é sempre…»

Lendo num jornal uma crítica a um livro recentemente lançado, sinto-me tentada à revisão de um exemplo de uma confusão frequente. Corresponde esta a usar, na mesma frase, e para o mesmo facto, dois advérbios contraditórios. Neste caso, «normalmente» e «sempre». Ora… «normalmente» significa precisamente «quase sempre, mas nem sempre»; ao passo que «sempre», pelo […]

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Palavras vadias

O tradicional provérbio “Entre falar e fazer há muito que dizer” foi aqui modificado para “há muito que fazer”. Ora, a localização desta frase justificará o seu conteúdo. Encontrei-a no Parque Mayer, de que há muito se fala e onde, que se veja, pouco está feito. A subtileza do provérbio está na distinção entre “falar” […]

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Em todas as ruas…

Gosto de palavras fora dos livros, dos jornais, das revistas. Gosto de descobrir palavras nas paredes, no chão, nos degraus – palavras que se soltam e ganham vida noutros espaços; palavras que alguém decidiu inscrever em local mais ou menos visível e através das quais entendeu expressar-se. Esta coluna, que inaugura também uma nova secção […]

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