A revisão de «normalmente é sempre…»

Lendo num jornal uma crítica a um livro recentemente lançado, sinto-me tentada à revisão de um exemplo de uma confusão frequente. Corresponde esta a usar, na mesma frase, e para o mesmo facto, dois advérbios contraditórios. Neste caso, «normalmente» e «sempre». Ora… «normalmente» significa precisamente «quase sempre, mas nem sempre»; ao passo que «sempre», pelo contrário, não admite exceções.

Dizer que uma explicação é «normalmente sempre a mesma» deixará nos leitores a dúvida sobre se a explicação será sempre (sem exceção) a mesma, ou se, pelo contrário, será por norma a mesma, mas com as exceções que todas as normas têm.

Um revisor experiente não deixaria de notar e propor a correção desta incongruência ao autor.