Para a Luísa e o Salvador Sobral, com admiração

Tal como metade de Portugal (ou mais!), também nós aqui na Letrário nos rendemos à canção vencedora do Festival da Canção, a que nos representará no concurso internacional e que talvez nos consagre outra vez campeões europeus. Pois é… Amar pelos Dois, dos irmãos Sobral – ela porque a compôs e ele porque a cantou, ambos tão bem – conquistou-nos de tal maneira que andamos a cantarolá-la uma e outra vez, há semanas, e já a sabemos de cor.

Mas gostávamos de dizer aos irmãos Sobral que houve um verso que nos resistiu, e nós descobrimos porquê. É já no fim, na última estrofe, quando aquele desgraçado amante põe a hipótese de o coração amado não querer cedeeeeer, nem querer sofrer, e logo a seguir diz assim:

sem fazer planos do que virá depois

Foi este o verso que nos custou decorar. Sempre que chegávamos a esta parte, a memória negava-se, perdia-se, dava voltas e voltas à procura de uma saída, ou de uma entrada, diferente. É que aquela preposição «de» é agramatical… Não se diz «fazer planos do que virá». Mas diz-se «fazer planos para o que virá». Ou, para ficar bem na música:

«fazer planos pr’ó que virá depois».

Deixamos aqui a sugestão aos nossos queridos irmãos Sobral. Bastará fazerem este ínfimo acerto na letra da canção e ela ficará perfeita!

Mas, claro, façam ou não façam o acerto, a equipa da Letrário deseja-vos toda a felicidade da Europa e do Mundo, agora e sempre. Tanto a merecem!