O que deve ter em conta quando seleciona um bom tradutor de português?

O português é a sexta língua mais falada no mundo, não sendo, portanto, surpreendente que seja também uma das línguas mais traduzidas e uma das línguas para a qual mais se traduz. Há cada vez mais pessoas e empresas a necessitar de traduzir documentos de e para português, razão pela qual sentimos vontade de escrever este post, para que saiba o que ter em conta quando seleciona um tradutor de português.

Se também está à procura de um bom tradutor de português, é importante que tenha em consideração os seguintes aspetos:

1 – Educação de um bom tradutor de português

Qual é a formação do tradutor a que vai recorrer? Entregar o seu texto a alguém com formação universitária é sempre preferível. Mas não fique descansado sabendo que o tradutor tem formação universitária; procure saber também qual a instituição onde se formou. É uma instituição que oferece garantias de qualidade? Com experiência e exigência comprovada na área das letras? Todas estas questões são importantes e deve ponderá-las, quando procura um tradutor de português, especialmente se admite a possibilidade de entregar o seu texto a um freelancer, ou a alguém que trabalhe sozinho. Se pretender contratar o trabalho a uma agência de tradução profissional, este tipo de preocupação já não é tão relevante, uma vez que a empresa já pensou previamente em tudo isto e já reuniu todos as atestações de habilitações e experiência dos tradutores com quem trabalha.

2 – Formação e experiência de um bom tradutor de português

A pessoa que está a pensar selecionar para traduzir o seu texto tem feito formação de forma mais ou menos consistente? Ou ficou-se apenas pela licenciatura? A aprendizagem constante e a evolução são fundamentais para um bom tradutor, seja de português seja de qualquer outra língua. Mas um tradutor que trabalha sozinho raramente recebe feedback de um revisor, seja o próprio cliente (que não pode perder tempo a formar o seu fornecedor) seja um elemento da equipa que não tem. Por isso, um tradutor que trabalha sozinho raramente tem a oportunidade de aprender com os erros que comete (uma boa parte da experiência) e tem frequentemente uma opinião enviesada do seu próprio trabalho. Para estes tradutores, a formação complementar e regular é por isso muito importante. Procure, portanto, saber qual a formação complementar do tradutor que está a pensar contratar. Quando indagar sobre a experiência do tradutor, não se esqueça de perguntar em que circunstâncias decorreu esta experiência.

3 – Conhecimento da língua de um bom tradutor de português

A língua portuguesa é conhecida pelas suas subtilezas. A adequação dos tratamentos pode ser um quebra-cabeças; as regências representam uma dificuldade até para os nativos; a correta indicação das relações temporais através das formas verbais mais corretas; as regras de utilização das maiúsculas e de escrita dos números são um desafio, o acordo ortográfico de 1990 ainda confunde alguns profissionais etc. O convívio assíduo com bons textos de excelentes escritores de língua portuguesa ou de excelentes jornalistas de língua portuguesa é obrigatório para um tradutor de língua portuguesa. Assim como a familiaridade com uma boa gramática de língua portuguesa. Frequentemente, os tradutores mais incautos investem mais no conhecimento das línguas estrangeiras que pretendem traduzir, descurando a atenção à língua materna. Este erro leva-os a entregar ao cliente textos com erros e difíceis de entender. Procure saber se o tradutor que pretende contratar tem um conhecimento linguístico baseado em boas leituras, sólido conhecimento linguístico e reflexão constante sobre a experiência de trabalho em equipa.

4 – Métodos e instrumentos de um bom tradutor de português

Para prevenir eventuais dissabores, será melhor procurar saber também quais são os métodos e as ferramentas de trabalho do tradutor que pretende contratar. Para economizar tempo e custos, muitos tradutores e agências de tradução recorrem a tradução automática, para obterem um texto que depois é (ou não) revisto. No caso de uma língua com as subtilezas do português, este processo pode correr mal, sobretudo se o texto não for muito repetitivo, corrente, comum. Procure também saber se o método de trabalho prevê controlo de qualidade, revisão por segundo tradutor, revisão por especialista… São questões que se refletem no preço, mas que se refletem, certamente, na qualidade da tradução que vai receber.

5 – Língua Materna de um bom tradutor de português

Por fim, mas talvez este devesse ser o primeiro ponto, para garantir que está a contratar um bom tradutor para português, é necessário garantir que a língua materna é, de facto, o português. Um tradutor pode ter mais do que uma língua materna, que adquiriu nos primeiros anos de vida, mas garanta que uma dessas línguas é, sem dúvida, o português. Claro que ser de língua materna não é suficiente. Muitas pessoas de língua materna não têm competência para traduzir. Mas, além das competências de tradução, o seu tradutor para português deve ser de lingua materna portuguesa.

Talvez a melhor forma de conseguir ponderar todos os pontos acima referidos seja analisar o curriculum vitae do tradutor. Caso não lhe tenha sido enviado  não seja oportuno pedi-lo, pode sempre optar por validar on-line o perfil de LinkedIn. Mas, sempre que tenha esta opção, o melhor será optar por contratar uma boa empresa de traduções profissional. Ao contratar uma boa empresa de traduções, todos os passos acima descritos são assegurados pela própria empresa, durante o processo de recrutamento. Desta forma, ao contratar um serviço profissional de traduções estará a poupar tempo e a garantir um trabalho de excelência.

Caso pretenda uma cotação para um projeto de tradução, não hesite em contactar-nos. Responderemos em 24h ao seu pedido.